Exposição a produtos químicos e substâncias irritantes pode causar desconforto nos olhos e exige atenção médica
A conjuntivite química é uma inflamação da conjuntiva, a membrana que cobre a parte branca dos olhos e o interior das pálpebras. Diferente de outras formas de conjuntivite, como a viral ou bacteriana, ela não é contagiosa.
Entre os agentes que podem provocar a condição estão produtos de limpeza, fumaça, poluição, sprays, maquiagem de baixa qualidade, solventes, produtos químicos industriais e até água de piscina com excesso de cloro. De acordo com o Dr. Sardinha, oftalmologista do Hospital de Olhos de Cuiabá (HOC), “ela ocorre quando substâncias irritantes entram em contato com os olhos, desencadeando uma reação inflamatória”. “Em alguns casos, até certos colírios podem causar irritação semelhante”, alerta o especialista.
Os sintomas surgem rapidamente e incluem vermelhidão, ardor, sensação de areia nos olhos, lacrimejamento intenso, inchaço das pálpebras e, em alguns casos, visão borrada. O Dr. Sardinha reforça que “é importante não coçar os olhos, para não agravar a inflamação”.
O tratamento inicial consiste na lavagem abundante dos olhos com soro fisiológico ou água filtrada. Em seguida, o paciente deve ser avaliado por um oftalmologista para verificar se houve lesões mais profundas. Dependendo da gravidade, podem ser indicados colírios lubrificantes ou anti-inflamatórios, sempre com orientação médica.
A duração dos sintomas varia de acordo com a intensidade da exposição. Casos leves costumam melhorar em um ou dois dias, enquanto exposições mais severas podem provocar desconforto por até uma semana. “A recuperação completa exige acompanhamento adequado para evitar complicações”, explica o Dr. Sardinha.
Além da conjuntivite química, existem outras formas de inflamação ocular como a bacteriana, a alérgica, a viral, a tóxica, causada pelo uso prolongado de colírios ou medicamentos, e a neonatal, que ocorre em recém-nascidos e exige atenção imediata.